Curta Metragem – UFSCar, São Carlos

Voilà…! (quase)

Pouco depois de acabadas as gravações, o montador Lucas Trabachini precisou organizar o filme para já termos uma idéia do que enfrentariamos na montagem… Nem mesmo bem podemos dizer que saira um primeiro corte depois de uma semana das gravações, mas já deu para entendermos um pouco onde poderíamos chegar com o material que tinhamos, e é um material belíssimo.

Todos ficamos satisfeitos com as imagens, de fato tem coisas muito bonitas e o universo de Pitangueira acabou tendo uma poeticidade que extravazou nossas espectativas, o que nos trará de fato várias questões… Afinal, tratar de loucura com poeticidade e BELEZA  é um risco grande para se tornar alvo de críticas dentro do cinema brasileiro independente, o mesmo cinema/crítica  que abraça o maravilhoso  Bicho de Sete Cabeças. No entanto, o viés do nosso filme, como sempre foi desde o projeto de novembro de 2009 , é um viés humano e não social: a questão do pequeno milagre, do intangível, do inexplicável que, por mais que pareça que possamos , por um milésimo de instante, entender, esvai entre os dedos… Para aqueles que não suportam também um filme universitário que não diretamente reflete sobre as mazelas do nosso país, avisamos que uma questão social está nas entrelinhas de nosso filme, e esperamos que captem e que seja também uma questão para se refletir.

De qualquer modo, após essa primeira visão, logo o editor trouxe um primeiro corte de fato para analisarmos. É incrivel podermos perceber o quanto de nosso filme é uma criação concomitante de imagem e som, o som realmente não será usado como um estepe do nosso filme, levando a construção narrativa sempre pra outro nível…O que, para nós, com certeza, é um fato que não só agrada mas muda toda a percepção do curta-metragem…

Após um segundo corte grande parte da equipe – Felipe Carrelli, Sami Makino, Celso Moretti, Suzana Altero, Juliano Parreira e Nilo – Mortara – se reuniu para conversar sobre esse novo filme que estava na nossa frente. Não importa o quanto temos no roteiro, o quanto seguimos nossas concepções básicas, o filme na montagem sempre se revoluciona e se potencializa diversos caminhos, até mesmo narrativos… Assim, conversamos em cima de cada cena novamente, e revemos suas funções, suas especificidades e papéis no filme como um todo – e como seria possivel atingi-los na montagem e no som. Foi uma reunião longa mas extremamente útil, para logo em seguida, o diretor poder conversar com o montador diretamente e eles, dentro dessas premissas articuladas em grupo chegarem num caminho que satisfizesse as demandas que achamos, em grupo, que o filme precisava cumprir…

No momento, assim, o diretor está trabalhando com o montador diretamente. E estamos correndo para chegar num terceiro corte já na semana que vem. O som anda trabalhando paralelamente e bem junto, alias, com a montagem, para dar conta com o pouco tempo que terá para seu trabalho pós o corte final. O tratamento de imagem será iniciado logo depois desse corte mais aproximado que sai em breve…

Voilá…

Dezembro nos espera.

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