Curta Metragem – UFSCar, São Carlos

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Ensaios – Algumas Fotos!

Letícia interpreta Maria

Ensaio com gravação de som

Diretor Juliano e Letícia (Maria)

Ulysses (José) e Letícia (Maria

Anete (Carmem) e Adriano (Márcio)

Correria!

O blog parar é um bom indice de que estamos atolados de trabalho… Julho realmente é o mês em que temos mais trabalho, e cada um na sua área se esforçando para o mês de agosto iniciar com calma para as gravações.

Ufa!

Nesse meio tempo tivemos que fazer o plano de filmagem (que dias gravaremos, quais cenas no dia, etc). Fazendo o plano de filmagem percebemos alguns problemas juntamente com a disponibilidade dos atores, e devido a isso principalmente refizemos o plano de filmagem. Agora, gravaremos em dois finais de semana seguidos para podermos ter nosso elenco principal no set em todas as cenas, o que para o nosso roteiro é importantissimo visto ser numa clinica psiquiátrica a maioria das cenas.

Com essa mudança, a produção teve que se replanejar novamente , rever contratos (locação, equipamentos) ou fechar acordos de uma vez…E chorar um pouco pelo aumento do orçamento (ao menos, era o que se pensava a primeira vista).  O Departamento de Som e Fotografia estão correndo atrás dos equipamentos que dão conta da gravação – dentro dessa nova data –  e do bolso. Neste momento, a Fotografia realmente é o departamento que mais gasta no filme – ela e , em alguns bons casos, a Arte. No nosso, com toda certeza, grande parte do capital está indo para a locação de equipamentos… Não é fácil negociar com locadoras e o nosso produtor varreu todas as de São Paulo, para depois, termos que rever toda lista de locações novamente. Isso porque…

Inicialmente iamos construir alguns equipamentos de luz, mas para a tristeza geral (geral mesmo, porque não foi só nosso grupo de TCC… e acho que muitos gaffers por ai também) a Phillips está com problema de entrega, e suas lâmpadas TLD90 , que tem uma ótima reprodução de cor e com uma mistura adequada de temperaturas de cor destas conseguiriamos chegar ao que precisavamos, ficou pra história – ver post sobre Fotografia. Passamos para outra linha da Phillips,as Super80:  a reprodução de cor é um pouco pior, mas ainda boa, a temperatura de cor da Super86 chega perto do que precisavamos (usariamos gelatinas para corrigir a temperatura), mas nem mesmo essas – que são de uso mais “comum” – estavam nas lojas…   Nem mesmo a Super85, também…  Ai, realmente a coisa começou a apertar… O orçamento de luz passa de x pra 5x com essa mudança, ou mais…

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Juntamente com isso, revimos a câmera, a que queriamos inicialmente estava excessivamente cara (a HPX-500),  achavamos que a HVX-200 não entregada a qualidade que queriamos ainda. Por tanto aperto de orçamento partimos para DSLR de um integrante do grupo , a 7D, que no entanto não correspondia as necessidades da história e do set: profundidade de campo e movimentações não são o  bom dessa câmera e das DSLR. No entanto, era o que poderiamos, e ela tem um visual muito bonito quando bem utilizado de fato.

Mas, mesmo assim, o que nao contavamos – eu especificamente – era com o custo que se tinha em contrapartida do que ela precisa para um set: follow focus, marshall, shoulder… Os gastos dela acabam se equivalendo praticamente a locação da EX1 ou EX3, as quais nosso Diretor de Som, o Celso, ficou falando desde o inicio (e eu, mordendo a lingua agora). De fato,  aparentemente será por ai que iremos, ainda mais depois de um ótimo curso com o Diretor Ebert, em que fizemos testes com a EX3 e a 5D comparativos – uma possibilidade que pouco teriamos antes do set…

Achavamos que essas outras câmeras acabariam saindo mais caras , já que teriamos acesso a uma 7D e lentes.No entanto, os acessórios vão comendo pelas bordas… E   o ponto pacifico  realmente é a necessidade do filme e do set.

Assim, em um mês a fotografia tem que ser revista novamente – equipamentos – e a Arte está no corre ainda de móveis , objeto e figurinos para montar toda esta clinica.

Por fim, e saindo da particularidade da minha área (ufa), estamos em intensa discussão de decupagem: ao menos uma vez por semana, o diretor se reune com os cabeças de área para conversar sobre os planos,e com isso, tem-se leves mudanças na proposta inicial e cada um da equipe acaba ajudando uma visualização do espectador (ou da possivel fruição deste)  pelo diretor.

Essas reuniões são importantissimas, e afina o trabalho como um trabalho em grupo. Saem muitas discussões e caras feias, mas é normal, um instante depois as coisas se “alumeiam”…É do caos que realmente se tem um nascimento, ou melhor, uma mudança – de preferência positiva.

Em outro lado, simultaneamente a Sami está levando os ensaios com os atores, agora numa media semanal. E é realmente incrivel ver a mudança do elenco principal que já aparentava talentoso e agora estão praticamente dentro dessas personagens que o Nilo,  nosso roteirista, desenhou já com tanto carinho (e pesquisa!). Parece realmente, que de repente, precisamos abrir mão, que eles já estão ali…Fica dificil chama-los pelo nome real as vezes. Estamos gravando todos os ensaios para o roteirista e diretor ver,  para assim, abraçarmos algumas coisas que surgem neles dentro do roteiro que achamos que melhore a obra, com essa parceria, esperamos realmente validar esse trabalho intenso que está sendo feito.

Bom, acho que é só, na verdade tem mais, a produção está descabelada, mas deixa pra depois, acho que já é um bom suspiro do que anda acontecendo!

Suzana Altero

Pesquisa Pitangueira: Primeiro Semestre 2010

1. PESQUISA DIRECIONADA PARA O ROTEIRO

Primeiramente procurei por referências bibliográficas como orientado. Nessa parte limitei me a pesquisar por quadros clínicos, jargões utilizados na literatura para descrever as doenças psicológicas, que poderiam ser utilizadas no processo de criação do roteiro (diálogos dos médicos) e mais tarde nos ensaios com os atores. Além disso, estive atento a itens que poderiam ser encaixados na direção de arte, colaborando para a verossimilhança da clinica que pretendemos montar. Leia o restante desta página »

Teaser Pitangueira !

Para aguçar a vontade de assistir…

Segue um teaser feito a partir dos ensaios dos atores com a Diretora de Atores Sami Makino,  realizado pela mesma e por Celso Moretti.

Assim, para vermos um pouco mais de perto nossos personagens: Márcio (enfermeiro), Lúcia (enfermeira-chefe) e os internos – os jovens Maria e Cássio, Dona Carmem e Seu José.

Esperamos que curtam…!

Porque contar uma boa estória? (Robert McKee)

” O mundo hoje consome filmes, romances, teatro e televisão com tanta quantidade e com uma fome tão voraz que as artes da estória viraram a principal fonte de inspiração da humanidade, enquanto ela tenta organizar o caos e ter um panoramada vida. Nosso apetite por estórias é um reflexo da necessidade profunda do ser humano em compreender os padrões do viver, não meramente como um exercício intelectual, mas como uma experiencia pessoal e emocional. Nas palavras do  dramaturgo Jean Anouuilh, “ficção dá à vida sua forma”;

Alguns vêem essa ânsia por estória apenas como entretenimento,uma fuga da vida ao invés de sua exploração.

(…)

Ocasionalmente  lemos ou assistimos trabalhos excelentes, mas na maior parte do tempo cansamo-nos de procurar algo de qualidade em propagandas de jornal, locadoras e listas de televisão, de desistir  de romances no meio da leitura, de fugir de peças no intervalo, de sair do cinema suavizando nossa decepção  com “mas a fotografia estava linda…” A arte da estória está em decadência, e como Aristóteles observou há dois mil e trezentos anos, quando a estória vai mal, o resultado é a decadência.

Estórias fracas e defeituosas substituem substância por espetáculo, verdade por artificios.  Estórias fracas, desesperadas para segurar a atenção do publico, degeneram-se em espetáculos banais multimilionários.(…)

Quando uma sociedade experimenta repetitivamente pseudo-estórias ocas e envernizadas, ela se degenera. Precisamos de sátiras e tragédias verdadeiras,dramas e comédias que iluminem os cantos mais sombrios da psique humana e da sociedade. Se não, como Yeats avisou, “… o centro não pode suportar”.

Livro: Story – Substância, Estrutura, Estilo e os Príncipios da  escrita de roteiro  (Robert MacKee)

Diário de Bordo : Um pouco sobre as escolhas de Direção de Fotografia

A proposta do Pitangueira sempre foi uma estética naturalista, uma estética que não chamasse atenção por si mesma, que desse espaço para a história sem tirar o foco desta: a trama já é especial o suficiente e sua carga já é intensa.

O departamento de Fotografia, assim, partiu para uma iluminação naturalista. Em especial temos uma locação principal, a Clinica Psiquiátrica, cercada de janelas o que em geral dificulta  o trabalho do Fotógrafo. A iluminação de dentro da locação quando esta é cercada de janelas precisa ter a mesma “temperatura de cor” que a luz de fora (medida por Kelvins, em torno de 5.600,)… Basicamente, essas luzes precisam ter certas características iguais, para que quando a câmera utilizada “fizer a leitura” das luzes, da imagem segundo qualquer padrão que escolhermos, nenhuma delas terá um tom de cor que nós não previmos ou que não ajude nossa proposta estética. O importante é termos o controle para manipulação dessas luzes, em especial suas tonalidades.

A tonalidade que queremos  da iluminação principal é a branca, numa imitação de uma atmosfera de Clinica Psiquiátrica, apesar de nossa locação não seguir o imaginário clássico de uma clínica. Essa iluminação clássica de Clinica tem algumas características básicas: uma iluminação branca, uma iluminação geralmente difusa.  Além disso, temos uma característica de direção ou estética particular: apesar de não privilegiarmos planos abertos, teremos uma movimentação de câmera que por vezes passeará quase pela locação inteira. Sendo assim, especifica-se ainda mais o que precisamos dessa iluminação: daylight/5.600K interpretada como branca, difusa, e ser colocada no teto (movimentação livre de câmera). Essas necessidades indicaram que um estilo de iluminação que atenderia esses requisitos seria a do estilo daylight de kino.

No entanto, a iluminação da cena não é apenas a iluminação    “principal”. Temos também, em vista de um naturalismo e ajuda de  construção de um espaço 3D para 2D outras camadas (a  construção de uma noção melhor de espaço se dá em grande parte pela iluminação e a presença de sombras). Em particular, no nosso caso, temos as várias janelas, que circundam nossa locação. Nós ajustamos nossa iluminação principal para que esta iluminação não tenha um tom diferente – para que a temperatura dela seja lida como branca – , para, assim,  manipularmos qual tom queremos ter através delas, com uma  iluminação artificial.

Essa iluminação vinda das janelas, no nosso curta, será a contrapartida do mundo preso na Clinica, do mundo excluído (brancura), será o tom do mundo em que “a pitangueira deu flor” : escolhemos o tom “quente”,  âmbar. Essa escolha de tom tem essa função que podemos chamar de dramática, mas também corrobora para um tom naturalista, uma iluminação aparentemente do “Sol”. Neste caso, esses pontos de luz  precisam –  quando relacionados ao padrão de temperatura de cor que escolhemos (no caso, 5.600) – ser menos quentes (em Kelvins)  para ter um tom mais alaranjado. Seguindo os padrões de iluminação escolhidos e que melhor chega no tom que desejamos, realizaremos essa iluminação com fresnéis de 3.200K/Tungstênio.

É claro que tem maiores detalhes da intensidade dos pontos de luz, outras iluminações pontuais, os locais de sombra, as difusões, etc…Mas o principal da proposta e do plano pra realização é este. É, aliás, simples e tranqüilo, o nosso maior foco é aparentar natural, dar camadas a imagem e ajudar a proposta de direção na sua necessidade de movimentação de câmera… A câmera, aliás, fica para um próximo post.

Quem é Quem: Equipe – Parte 1

Algumas fotos para conhecer parte da equipe, com o tempo colocaremos mais fotos do restante do pessoal do Curta-Metragem:

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